Pelo fato de estar participando de grandes eventos musicais, cursos, workshops e palestras em toda Europa, com o tema Percussão Afro-Baiana e rítmos dos terreiros de Candomblé, resolvi mostrar o quanto é bem aceito nosso acervo musical pelo mundo.
Com isso quero mostrar ao público e todas as comunidades que a musica que vem dos terreiros, não só servem para evocar nossos orixás e sim também pra falar de paz, harmonia e respeito de forma alegre e saudável. O trabalho é executado por 05 musicos onde tocaremos ritmos como: Ilú, Alujá, Agabi, Barra-vento, Cabila, Congo, Samba de caboclo etc.
Venho desenvolvendo esse trabalho com alguns músicos que também são Ogans e Alabês de diferente terreiros de candomblé da Bahia, e que estão envolvidos com a música popular e por sua vez exploram ritmos de nações como: Ketu, Angola, Gêge, Caboclo mantendo assim, viva a nossa cultura.
Pretendo atingir o público em geral, músicos de escolas e academias, comunidades carentes, bairros periféricos, pequenos e grandes enpresários para que assim possamos manter a cultura Afro-Baiana cada vez mais forte e reconhecida com respeito.
Gostaria de mostrar esse trabalho o mais breve em praças, centro-históricos, teatros, escolas, bairros, com musica e palestras sobre os ritmos e suas originalidades para que todos entendam melhor sobre o resutado da minha pesquisa.
Meu histórico:
Nascido em 1962 no Alto do Gantois em Salvador. Cresceu ao lado da Ialorixá Mãe
Menininha do Gantois, uma famosa líder religiosa do candomblé, dando início aos seus estudos de percussão ao lado dos Alabês Vadinho, Hélio, Dudu e Edinho Carrapato.
Acompanhando uma geração de músicos baianos de expressiva carreira, como: Sarajane, Margareth Menezes, Lazzo Matumbi, Gerônimo, Ricardo Chaves e outros Gabi Guedes é considerado um dos mais conceituados percussionistas da Bahia.
Em Salvador desenvolveu importante trabalho de educação musical para crianças carentes na oficina de investigação musical, situada no Pelourinho (Centro Histórico de Salvador). Atuando como percussionista e sonoplasta no Corpo de Balé do Teatro Castro Alves, Gabi Guedes trabalhou com grandes coreógrafos como: Ariane Assherick, Ana Maria Mondini, Carlos Moraes, Armando Pequeno, Augusto Omolú, Vitor Navarro, Luiz Arrieta, David Fanshawe, Antônio Carlos Cardoso, criando ritmos para espetáculos como: Saurê, Iêcamará, Sanctus e Ilhas.
Sua carreira no exterior inicia-se com o show de Margareth Menezes, Gerônimo e Orquestra Emília Biancardi, Buenos Aires, em 1985. Partiu depois para a Austria convidado para participação como ritmista nas oficinas de dança do pofressor Adão Cesar, em 1987.
Convidado pela casa da cultura do Mundo em Berlim, participou do percussionale 89, tocando com os grupos "Latim em pó" e "Die Elephanten".
Ministrou cursos de percussão afro-soteropolitana e publicou o livro Brésil Afro-Roots com transcrições de ritmos do candomblé em Paris.
De volta ao Brasil em 1990 encontra Jimmy Cliff iniciando uma parceria que durou nove anos como percussionista integrante da Oneness Band, participando das turnês mundiais ao lado de Burnning Spear, Majek Fashek, Melody Makers, I-Threes, Pato Banton, The Wailers Band nos E.U.A., Alemanha, França, Japão, Hawai, Taiti, Nova Caledônia/Autrália, Suíça, Itália, e outros.
Em 1998 participou da gravação do projeto PATA Bahia sob a direção do saxofonista alemão Nobert Stein, do grupo PATA Masters, no Goethe Institut Salvador,junto com Ivan Bastos, Ângela Lopo, Mônica Millet, Lorimbal, Alexandre Lins, Cinho da Mata.
De volta a Alemanha em 2000 convidado mais uma vez pela Casa de Cultura do Mundo a participar do encontro de percussão em Berlin, "Fest der Kontinente", organizado pela mesma onde foi muito bem recebido.
Em 2007 Gabi Guedes fez parte do projeto "Born to Samba" na Alemanha (Hamburgo, Munique), ao lado de grandes personalidades como: Raimundo Sodré, Bule-bule, Riachão, Mateus Aleluia e o Grupo BitGaboott no período de quatro meses dirigido pelo produtor Toby Gough.
2008 no Brasil participou do projeto e turnê nacional "Afro Bossa Nova" homenageando Tom Jobim sob a direção musical e arranjos de Paulo Moura e Armandinho.
Hoje Gabi Guedes é percussionista da Orkestra Afro-jazz Rumpilezz dirigida pelo maestro e saxofonista Letieres Leite além de ministrar aulas e workshops de percussão.
Participou do projeto tudo é Percussão, encontro de Percussão da UFBA, Percpan 2008, etc.
Atenciosamente: Gabriel Guedes dos Santos
